História sobre a bebida que eu gostaria de entender
Nós nascemos, não escolhemos nada. Temos um Pai, uma Mãe, uma família. Às vezes não temos ou temos em parte. Somos lançados num ambiente, em uma cultura, um nível social bom, às vezes nulo.
Até aí, nenhum segredo. Depois disso, tomamos as rédeas de nossa vida e pretendemos seguir o que o "meio" diz que é bom e justo seguir. Sofremos, rimos, aprendemos, erramos, acertamos, nos omitimos, sentimos medo e este último é uma das maiores doenças.
Crescemos, podemos ser bem sucedidos, viver na "corda bamba", passar uma vida de trabalho sem conquistar as coisas boas da vida. Por este cenário, instituiu-se, ou seja, tornou-se um mandamento em nossa sociedade o termo "viver a vida". Aí sim, nos questionamos se seguimos com isso e somos consideradas pessoas inteligentes, corajosas que estão aproveitando a vida, já que ela é curta, ou seguimos o outro lado de pessoas que estabelecem para si condutas e também consideram estar também com a razão.
Independente de ter razão ou não, estamos falando de uma vida, a minha, a sua... Acredito sempre que existe um ponto de equilíbrio, uma harmonia em tudo no universo.
Com relação à bebida, é triste ver a juventude erguer essa bandeira do "dane-se!" e viver uma vida vazia, em transe que, quando não acaba mal, traz consequências para toda uma vida de arrependimentos, problemas emocionais, de saúde física, quando não, a morte.Não tenho base científica para o que vou afirmar aqui, somente por ler muitos artigos que embasam meu pensamento.
Se fossemos analisar o comportamento de pessoas na faixa etária entre 20 e 50 anos, veríamos que todas as pessoas que fazem uso da bebida, tem problemas emocionais, traumas e níveis de depressão suportáveis (que um dia afloram) que tem na bebida, um sedativo paliativo para mascarar a realidade, entrar em transe e por algumas horas, pensar que está feliz, que está aproveitando a vida", que não tem problemas reais.
O ato de por exemplo, ir à uma festa e ficar por quatro, cinco horas bebendo faz com que o etanol de início traga uma euforia, a pessoa se sente feliz, corajosa, livre, perde a timidez, se é uma pessoa extrovertida sem álcool, ela se torna ainda mais com todos esses efeitos. Mas, o etanol é uma substância depressora do SNC (Sistema Nervoso Central), causa depressão e afeta diversos neurotransmissores no cerébro, entre eles, o ácido gama-aminobutírico (GABA) e o glutamato. 81% das pessoas que bebem tem deficiência de Tiamina, conhecida também com vitamina B1, é um nutriente importante para todos os órgãos e tecidos, incluindo o cérebro.
Sem listar todos os malefícios, são muitos, o prejuízo maior é moral. A pessoa que bebe nestas condições não é vista como uma pessoa confiável, pois é notório que o hábito contumaz leva à uma tendência fatal que é o aumento gradual da frequência e quantidade. O dia seguinte vem com náuseas que as pessoas justificam achando que é o estômago... comi ou não comi, estômago vazio... É na verdade um dos sintomas de abstinência entre outros tantos em que se acha desculpa para todos. Se existe sintoma de abstinência, logo, essa pessoa, ou já é alcoólatra em algum nível ou está prestes a se tornar um.
O "aproveitar a vida" acaba com a vida dessas pessoas. Na verdade, que precisam de ajuda, de amor, resolver suas questões emocionais de vários níveis. A maioria jovem se ampara, consciente ou inconscientemente no fato de que são vigorosos, seus corpos aguentam ser submetidos às sessões de "porre" que são vistos como troféus. As pessoas que no linguajar popular "dão PT" (perda total dos sentidos), fazem coisas das quais não se lembram, tem episódios de mal-estar com o fígado, estômago e muitos outros órgãos. Isso tudo se agrava se o indivíduo tem qualquer outra doença já instalada em seu corpo e mesmo sabendo disso, às vezes por achar uma "saída" na bebida, age como um suicida que está se matando aos poucos. Quando a idade chegar, e, se o indivíduo ainda estiver em plenas condições físicas, todos os efeitos serão devastadores e a velhice dessa pessoa será um inferno em vida, um castigo não desejado nem ao pior inimigo.
Há muitas maneiras de apreciar o álcool sem que ele faça mal à saúde mental ou física, como disse, acredito no equilíbrio e no prazer, que é muito maior do que beber sem às vezes nem sentir o sabor, só com a intenção clara de sair da realidade e ficar em transe.
Muitos jovens também se tornam bebedores contumazes e facilmente notamos a diferença de personalidade. Quando está bebendo ou prestes a beber, é uma pessoa animada, amiga, sorridente, falante, ri de tudo, pode tudo. No dia seguinte, no seu estado normal, sem álcool no sangue, no seu ambiente de trabalho, em casa, na faculdade, é carrancudo, só realça coisas negativas, é triste, reclama o tempo de tudo, tem preguiça o tempo todo, não tem comprometimento, não tem paciência, é fraco emocionalmente e sente vergonha de si mesmo. Além disso tudo, não é confiante, mulheres lindas, distorcem padrões e esquecem de sua beleza interior e exterior, sua intelectualidade e suas vidas amorosas são um fracasso. A maioria não vai admitir isso e terão boas piadas para fazer sobre esse texto porque não sabem o caminho para o abismo que estão trilhando com seus próprios pés.
A questão moral de como a sociedade vê isso é outro problema para quem bebe dessa maneira. Vidas e famílias inteiras são destruídas por esse hábito. Maridos e mulheres que começam a beber vários dias da semana, com a desculpa de extravasar, aliviar o stress, recorre a essa prática. Lembrando novamente que o efeito secundário do álcool é depressor... A frequência começa, a intimidade entre o clube dos que vão sempre juntos aumenta e aquela moça do Financeiro que nem é assim tão bonita, passa a ser uma possibilidade para um enlace, uma transa sem compromisso pelo efeito do álcool. Independente da idade, se homem ou mulher, a traição é fatal para quem faz parte disso. O amor não existe nesse meio, o que existe são choros no chuveiro depois de chegar da balada. De se perguntar onde essa pessoa está levando sua vida. Tanta gente boa se perde assim...
Todos se protegem, e, além do troféu de quem bebe mais, há o troféu de quem "pega mais", aquela pessoa que "é do mundo", "foda-se a vida", "vai lá e faz o que tá com vontade e pronto!". Quanto mais ousados os atos e exibicionistas, mais respeito se consegue nesse meio. A pessoa é admirada, respeitada e endeusada como numa gangue. E uma vez que conquista este posto, não pode caiar, tem que ser o exemplo, tem a responsabilidade de ser líder dos encontros, de reunir as pessoas, de beber mais, de cometer proezas, ser a pessoa mais engraçada e esse posto uma hora cansa. É criado entre eles um laço de amizade falso porque se um desses indivíduos mudar o hábito e parar de beber ou beber menos, será rechaçado e excluído com o passar do tempo porque não estará no estado de transe aceito para isso. Logo, é uma amizade que evapora com o álcool.

É muito triste para quem ama, ver aquela pessoa que é a razão da sua vida, de repente é uma pessoa estranha que você não conhece mais, que fica violenta se é criticada quando está sob o efeito do álcool. Que não te olha mais nos olhos, que tem coisas a esconder, que na verdade, tem vergonha de si mesmo, mas nunca vai admitir. Que não ama mais seu marido, sua mulher, que os "amigos de copo" passam a ser as pessoas mais importantes e queridas para ela. Os filhos não existem mais, ganham um docinho aqui, outro agrado ali, mas o amor de Pai, de Mãe verdadeiros foi embora. Você se sente impotente porque não consegue ser mais importante do que o álcool. Para completar essa tristeza, você vê a mentira nos lábios dessa pessoa revelando total ausência de amor e respeito por você. Alguém que você nunca viu mentir, agora mente com maior crueldade sem se preocupar se vai magoar alguém e é mais triste ainda não poder confiar mais na palavra dessa pessoa. Nossa palavra é tudo que temos e essa pessoa não merece mais a sua confiança.
Não critico totalmente a bebida, sabendo beber, gosto de vinho, de cerveja, licores, vodka com frutas, mas com prazer. Até sorvete com licor é bom! Não preciso passar quatro, cinco, seis horas bebendo direto como a maioria desses indivíduos fazem.
Gostaria de entender porque uma pessoa de destrói aos poucos, deixa que o álcool retire o amor de seu coração, fazendo com que ela pense somente no seu prazer imediato e os laços de amor, respeito de tantos anos deixem de existir depois do primeiro gole. Não consigo entender como aquela pessoa que te amava tanto, amava seus filhos, de repente, não tem a mínima preocupação se vai magoar os sentimentos de toda uma família.
Se você está lendo esse post, saiba que minha intenção é apenas de causar reflexão nas pessoas que estão nesse caminho e diminuírem ou mudarem radicalmente suas vidas. É triste saber que pessoas especiais, lindas, estão se destruindo com a ilusão de que a bebida em excesso vai melhorar suas vidas. A vida, de alguma maneira, através da infelicidades, que deveriam ser tratadas de frente, com garra, com aprendizado, tratando perdas, escolhendo o amor, Deus, preferiram escolher o caminho mais fácil e covarde que é ficar em transe fora da realidade com a plena certeza de quando o álcool evaporar, tudo volta com um peso maior e ela vai precisar de mais álcool e assim, o final dessa história já está escrito.
Pare para pensar, não se ofenda com estes argumentos, pense de maneira imparcial e veja se não há chance de você estar trilhando um caminho sem volta em todos os sentidos de sua vida. Desejo a você toda sorte, força, reconhecimento próprio pessoal, olhe no espelho, respire fundo e veja o que já passou, você não precisa disso. Acima de tudo creia que tudo faz parte de um aprendizado e que Deus tem planos para você.
Fique com Deus.
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